Como Transformar a IA em Aliada no Design UX
Descubra como integrar a IA no design UX, tornando-a uma parceira produtiva, não uma ameaça, com exemplos e dicas práticas.

Eu não posso ser o único designer que se sentiu ameaçado quando a IA começou a ganhar destaque. Ferramentas como o ChatGPT podem gerar texto polido em segundos.
Ferramentas de IA como Relume e Uizard podem criar wireframes completos rapidamente. Midjourney pode transformar um breve texto em imagens de alta qualidade em minutos. Isso era desconcertante para alguém que passava horas ajustando microtextos e criando wireframes.
Com o tempo, percebi que ver a IA como uma ameaça era um erro. Hoje, vejo qualquer previsão de que “a IA tomará seu trabalho” como clickbait. Estou confiante na minha habilidade, independente das novas tendências. Neste artigo, compartilho como passei do pânico inicial para um fluxo de trabalho produtivo com IA, e como você pode fazer essa mudança, tratando a IA como parceira, não ameaça.
Minhas primeiras experiências com IA e design UX
Apesar das preocupações, ignorar a IA não era uma opção. Os designers que se recusarem a se adaptar ficarão para trás. Decidi experimentar sem pressão, começando com duas ferramentas:
Caso de estudo 1 – ChatGPT para escrita UX
Em um projeto de redesign de dashboard, precisávamos de mensagens de estado vazio. Normalmente, o processo levava dois dias, mas com o ChatGPT, obtive várias opções em minutos, reduzindo o ciclo de iteração de dois dias para algumas horas.
O resultado? O texto foi aprovado em uma rodada e tive mais tempo para testar o texto com usuários.
Caso de estudo 2 – Relume AI para geração de layouts
Ao precisar de um wireframe para uma landing page em um dia, usei o Relume AI, que produziu uma estrutura em menos de 10 minutos. Ajustei a hierarquia e substituí imagens, economizando horas de trabalho.
O resultado? Entreguei o wireframe antes do prazo, permitindo que desenvolvedores iniciassem mais cedo.
Onde a IA falhou e como corrigi isso
A IA pode errar no tom e na acessibilidade. Uma vez, a IA gerou um tooltip com tom formal demais, que precisei reescrever. Outra vez, um layout gerado pela IA tinha baixo contraste, comprometendo a acessibilidade.
Lição: Sempre revise para garantir que a IA esteja alinhada ao tom de voz e a acessibilidade.
As habilidades humanas que ainda importam
A empatia, o bom gosto e a estratégia são essenciais ao usar IA. Um exemplo foi ao revisar uma mensagem de onboarding gerada pela IA, onde uma pequena mudança focada no benefício do usuário aumentou as conclusões de perfil em 18%.
Mudanças no meu processo e na minha equipe
Experimentos com IA se tornaram parte do nosso fluxo de trabalho, reduzindo ciclos de iteração e liberando mais tempo para testes com usuários e estratégias.
Reflexão final
Comecei pensando que a IA poderia me substituir, mas percebi que não substitui o que torna meu trabalho valioso: empatia, gosto, estratégia e comunicação. A IA é rápida, mas não é humana; é uma ferramenta que precisa de direção, feedback e supervisão humana para dar o seu melhor.